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Londres, 8 nov (EFE).- O racismo institucional do sistema político do Reino Unido impediria que um Barack Obama britânico pudesse se transformar em primeiro-ministro, disse Trevor Phillips, presidente da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos deste país.

Em declarações publicadas hoje pelo jornal "The Times", Phillips disse que o problema não recairia nos eleitores, mas na "maquinaria" política.

"Se Barack Obama tivesse vivido aqui, me surpreenderia muito que, inclusive alguém tão brilhante como ele, pudesse romper o domínio institucional do poder dentro do (governamental) Partido Trabalhista", afirmou Phillips.

O responsável da citada comissão acredita que existe uma "resistência institucional" nos partidos políticos britânicos a selecionar candidatos negros ou asiáticos.

Segundo Phillips, "os partidos, os sindicatos e os think tanks (grupos de pensamento) se congratulam muito de apoiar a idéia geral da causa das minorias, mas, na prática, gostariam que outros fizessem as coisas. Isso é racismo institucional".

Como exemplo dessa realidade, Phillips disse que só existem 15 deputados neste país pertencentes a minorias étnicas.

Do Partido Trabalhista, um porta-voz respondeu que essa formação pode presumir com orgulho de "um histórico de promoção de candidatos de minorias étnicas". EFE pa/an

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