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Por Oleg Shchedrov TEIKOVO, Rússia (Reuters) - Dmitry Medvedev fez na quinta-feira sua primeira viagem para fora de Moscou na condição de novo presidente da Rússia, e seu destino foi uma base ultra-secreta onde há ogivas nucleares, o que mostra a importância desse arsenal na política externa russa.

Medvedev, um advogado de 42 anos, tomou posse na semana passada, prometendo manter as políticas de seu antecessor, Vladimir Putin, que mantém seu poder como primeiro-ministro.

Em oito anos como presidente, Putin se empenhou em tornar a Rússia mais presente no cenário mundial, depois de um período de caos ao final do período soviético. Em seus dois mandatos, ele ampliou o orçamento das Forças Armadas e fez de tudo para melhorar o moral dos quartéis.

Ao chegar à base militar --que fica camuflada e escondida num denso pinheiral, cerca de 250 quilômetros a nordeste de Moscou--, Medvedev viu 12 gigantescos lançadores transportando mísseis nucleares Topol para que ele visse.

Posteriormente, ele foi convidado a conhecer uma nova versão do míssil, o Topol-M, que o Kremlin e os generais qualificam como 'uma arma para o século 21'. Vários militares fizeram uma demonstração da agilidade do sistema Topol-M em recolher seu equipamento e mudar de posição.

'Isto é uma resposta a todas as ameaças de segurança à Rússia, inclusive a defesa antimísseis [dos EUA, que deve ter partes instaladas no Leste Europeu]', disse a Medvedev o general Nikolai Solovtsov, comandante das forças estratégicas russas de mísseis.

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