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O primeiro-ministro da Tailândia, Somchai Wongsawat, tentou tranqüilizar a comunidade internacional e os investidores nesta quarta-feira, depois da violência política de terça que deixou dois mortos e 443 feridos em Bangcoc.

Somchai se reuniu com 67 embaixadores estrangeiros para assegurar que "os problemas internos" da Tailândia serão solucionados pelo "processo democrático".

"Nossas forças de polícia agiram dentro da legalidade", declarou Somchai.

O premier também tentou dissipar a preocupação sobre a economia tailandesa, afirmando que os investimentos estrangeiros estão seguros no país.

No momento da reunião com os diplomatas, os soldados tailandeses patrulhavam as ruas de Bangcoc e a polícia reforçava a segurança ao redor da residência de Wongsawat.

Os manifestantes contrários ao governo atribuíram a violência de terça à polícia, que usou gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral. O governo acusa os opositores de terem utilizado armas de fogo.

A Tailândia continua profundamente dividida entre partidários e adversários de Thaksin Shinawatra, poderoso empresário que foi primeiro-ministro entre 2001 e 2006, antes de ser derrupado pelo Exército ante acusações de corrupção e desrespeito à monarquia. Thaksin pediu asilo político em Londres.

Somchai Wongsawat, cunhado de Thaksin, foi eleito premier há apenas três semanas para substituir Samak Sundaravej, obrigado a renunciar depois dos protestos dos manifestantes e de uma sentença contrária a ele por parte do Tribunal Constitucional.

bur-ras/fp

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