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BEIRUTE (Reuters) - O Parlamento libanês não conseguiu novamente na terça-feira realizar a sessão que deveria escolher o presidente do país. É a 18a. vez que isso acontece nos últimos meses, como parte da pior crise política do Líbano desde o fim da guerra civil (1975-90). O presidente do Parlamento, Nabih Berri, não convocou outra sessão. Em vez disso, chamou os líderes rivais para conversas.

'Em um, dois ou no máximo três dias, caso eu não encontre uma reação ao diálogo, vou marcar uma nova sessão', disse o oposicionista Berri a jornalistas depois do cancelamento da sessão, devido ao não-cumprimento do quórum qualificado de dois terços.

A Presidência está vaga desde novembro, quando terminou o mandato de Émile Lahoud, e o impasse gera uma onda de violência política num país que ainda está se recuperando dos 15 anos de guerra civil.

A situação também afetou as relações entre Arábia Saudita e Síria, que apóiam lados opostos na disputa -- respectivamente o governo pró-Ocidente e a oposição, liderada pelo grupo xiita Hezbollah, também aliado do Irã.

Estados Unidos, França e vários países árabes que participam de uma conferência no Kuweit sobre o Iraque devem se reunir na terça-feira para discutir a crise libanesa.

Os rivais libaneses já concordaram quanto à nomeação do general Michel Suleiman para a Presidência, mas a confirmação dele pelo Parlamento foi adiada repetidas vezes devido a disputas a respeito da composição do novo gabinete e de uma lei que regulamente a eleição indireta.

O Parlamento só deve se reunir para eleger o presidente caso haja um acordo prévio que garanta o quorum.

(Reportagem Redação Beirute)

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