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Cidade do Vaticano, 1º jul (EFE).- O papa Bento XVI classificou hoje a usura como um flagelo social, uma humilhante escravidão, e pediu aos países que ajudem as famílias com dificuldades que têm a coragem de denunciar os que se aproveitam de suas trágicas condições.

Os comentários do papa foram feitos às cerca de 25 mil pessoas que estiveram na Praça de São Pedro do Vaticano para acompanhar a audiência pública das quartas-feiras.

"Desejo o compromisso de todos contra o fenômeno devastador da usura e da extorsão, que constitui uma humilhante escravidão. Que o Estado preste a ajuda e o apoio adequados às famílias necessitadas e em dificuldade, que têm a coragem de denunciar aqueles que se aproveitam de suas trágicas condições", disse o papa ao saudar a organização italiana Consulta Nazionale Antiusura.

Depois, ao se referir aos membros da associação italiana Cultori dell'Ética (Estudiosos da Ética), o pontífice ressaltou "a importância" dos valores éticos e morais na política.

O papa também pronunciou palavras de conforto aos idosos e doentes que, nesta época de férias no hemisfério norte, não poderão aproveitar estas últimas.

Sobre o Ano Sacerdotal, proclamado no último dia 19, Bento XVI disse que, após o Concílio Vaticano II, criou-se na Igreja "uma certa confusão" sobre a missão dos padres.

"Alguns pensaram que sua missão seria, em primeiro lugar, construir uma sociedade diferente", declarou o pontífice, lembrando que os elementos essenciais do sacerdócio são anunciar o Evangelho e a Eucaristia. EFE JL/sc

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