Palestinos lançam campanha oficial por reconhecimento na ONU

Autoridade Nacional Palestina tentará obter reconhecimento como Estado membro na Assembleia Geral da organização

iG São Paulo | 08/09/2011 17:42

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A Autoridade Nacional Palestina (ANP) iniciou oficialmente nesta quinta-feira sua campanha para obter reconhecimento na Organização das Nações Unidas (ONU) como Estado membro de pleno direito, pedido que apresentará na Assembleia Geral da organização no final de setembro.

Em carta entregue ao escritório do secretário-geral da ONU em Ramallah, a ANP anunciou o início da campanha e conclamou os líderes da comunidade internacional a se esforçar "para que o povo palestino alcance suas justas reivindicações".

Segundo a carta, entre as medidas previstas com o objetivo de obter o respaldo internacional estão uma série de atos pacíficos marcados até 21 de setembro, quando começa a Assembleia Geral da ONU em Nova York.

Foto: AP

Palestinos fazem manifestação em frente à sede da ONU em Ramallah, na Cisjordânia

O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, deve comparecer ao plenário da organização no dia 23, mas ainda não foi informada a data da votação para o reconhecimento do Estado palestino.

Nesta quarta-feira, o enviado especial dos Estados Unidos para o processo de paz no Oriente Médio, David Hale, fracassou em sua tentativa de fazer com que os palestinos desistissem de solicitar o reconhecimento como Estado na ONU.

Acompanhado pelo conselheiro de segurança para o Oriente Médio, Dennis Rosse, e pelo cônsul dos EUA em Jerusalém, Daniel Rubinstein, Hale se reuniu com o presidente palestino em Ramallah. Na ocasião, Abbas afirmou que o requerimento à ONU não contradiz o processo de paz, "mas acabará com o beco sem saída” produzido pela “intransigência israelense”.

Além disso, Abbas expressou o desejo dos palestinos de retomar as negociações de paz se Israel aceitar a solução de dois Estados nas fronteiras anteriores a 1967 e pôr fim à sua política de assentamentos em território palestino.

Por sua vez, Hale disse que os EUA manterão sua posição de votar contra o reconhecimento do Estado palestino na ONU, segundo indicou o negociador palestino Saeb Erekat aos jornalistas após o encontro.

O porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeina, disse que a ANP não vai desistir da campanha. "Vamos ao Conselho de Segurança para proteger os direitos do povo palestino e a ideia de uma solução com dois Estados", disse. "Não queremos problemas com a administração americana, mas estamos comprometidos com as negociações que incluem as fronteiras de 1967 e o congelamento da colonização."

Tensão

A campanha palestina tem início em um mês de grande tensão no Oriente Médio, principalmente por causa da piora nas relações entre Israel e Turquia, por causa de um relatório da ONU sobre um ataque israelense a uma frota humanitária turca no ano passado.

A frota tentava furar o bloqueio naval imposto por Israel e levar ajuda à Faixa de Gaza, e a ação militar israelense deixou nove turcos mortos. A Turquia exigiu um pedido de desculpas, que o governo israelense se recusou a fazer.

Outra preocupação de Israel é a situação na Síria, onde continua a violenta repressão aos protestos contra o presidente Bashar Al-Assad. O temor é que o governo promova um fluxo de armas que recebe do Irã, seu aliado, para o grupo Hezbollah.

Um general israelense foi repreendido pelo Ministério da Defesa por declaração na qual previu uma possível guerra no Oriente Médio. Na terça, autoridades disseram que apenas pilotos veteranos farão a patrulha dos céus de Israel. Além disso, um alto oficial deve estar presente a todo momentos nos centros de controle para tomar decisões delicadas. “A diferença entre um erro tático e uma grande crise é mínima”, disse um militar, que não quis ser identificado.

 

Com Nahum Sirotsky, de Israel

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