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Genebra, 18 nov (EFE).- Cerca de 2,5 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a saneamento básico e vivem em péssimas condições de higiene, afirmou hoje a ONU por ocasião do Dia Mundial do Sanitário, que será celebrado amanhã em inúmeros países.

Esta data trata de lembrar uma realidade freqüentemente esquecida ou silenciada por causa do tabu que representa a ausência de simples vasos sanitários para um terço da humanidade.

"O acesso a saneamento é uma questão de direitos humanos", declarou a especialista independente da ONU para direitos relacionados ao acesso à água e ao saneamento, Catarina de Albuquerque.

"A envergadura da crise é enorme", declarou a especialista, que expressou sua incompreensão pelo fato de a ampliação dos sistemas de saneamento ser um dos Objetivos do Milênio mais ignorados "apesar de haver provas de que o investimento neste setor" é o que é recuperado mais rapidamente.

Ela destacou que "para cada dólar investido em intervenções deste tipo, são obtidos US$ 9".

As conseqüências da falta de instalações de saneamento, água ou simples vasos sanitários levam à morte de dois milhões de pessoas a cada ano por diarréia, entre elas a de uma criança menor de cinco anos a cada 20 segundos.

"As mortes de crianças, a perda de dias de trabalho e de dias letivos têm um custo calculado em US$ 38 bilhões ao ano", afirmou Albuquerque.

"Durante muito tempo o assunto foi ignorado por ser tabu", ressaltou. EFE vh/ab/fal

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