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Por Janet Lawrence LONDRES (Reuters) - O Irã precisa permitir as manifestações pacíficas contra o resultado da eleição presidencial e assegurar uma contagem justa, afirmaram líderes ocidentais neste domingo, rejeitando acusações de que estão interferindo em questões iranianas.

Governos de outros países não tem atuado no apoio das violentas manifestações de rua que explodiram no Irã depois da eleição de 12 de junho, afirmou o secretário de Relações Exteriores da Inglaterra, David Miliband.

Ele minimizou comentários do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad que pediram para os Estados Unidos e a Inglaterra pararem de interferirem nos assuntos internos da república islâmica.

A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu para as autoridades iranianas recontarem votos, evitarem usar violência contra manifestantes, libertar membros detidos da oposição e permitir a cobertura livre da imprensa sobre as manifestações.

"A Alemanha está do lado do povo iraniano, que quer exercitar seu direito de liberdade de expressão e de promover reuniões livres", disse ela em comunicado.

Grandes protestos surgiram em Teerã depois que números oficiais mostraram que Ahmadinejad venceu a eleição por larga margem de vantagem. O principal oponente do presidente iraniano, o reformista Mirhossein Mousavi, afirma que o pleito foi fraudado. O governo nega a acusação.

Ahmadinejad foi citado em comentários a clérigos e sábios iranianos, neste domingo:

"Definitivamente, pelos comentários apressados, vocês não terão lugar no círculo de amizade da nação iraniana. Portanto, recomendo vocês corrigirem suas posições de interferência", teria dito o presidente iraniano em declaração que a agência de notícias ISNA afirmou ser direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e ao premiê britânico, Gordon Brown.

"Rejeito categoricamente a idéia de que as manifestações no Irã são manipuladas ou motivadas por governo externos", disse Miliband. "O Reino Unido é categórico em sua posição de que cabe ao povo iraniano escolher o governo e às autoridades iranianas assegurarem a integridade do resultado e a proteção de seu próprio povo."

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