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Fêmea sofreu parada cardíaca depois de trabalhar 40 minutos em condições exaustivas; instituição ambiental já reúne 14 mil assinaturas para proibir a prática no templo de Angkor Wat

Sambo morreu aos 45 anos e trabalhava transportando pessoas no templo Angkor Wat desde 2001
Facebook/Reprodução - Yem Senok
Sambo morreu aos 45 anos e trabalhava transportando pessoas no templo Angkor Wat desde 2001



Uma elefante fêmea chamada Sambo morreu no Camboja depois de trabalhar 40 minutos sob uma temperatura de 40ºC. Sua função era transportar turistas para o tradicional templo de Angkor Wat, na cidade de Siem Reap. Segundo o veterinário que a examinou, Sambo sofreu um ataque cardíaco depois de enfrentar "altas temperaturas, alto nível de exaustão e falta de vento e ar fresco que teriam auxiliado sua respiração". A elefante tinha cerca de 45 anos e trabalhava no Angkor Wat desde 2001. 

Depois de sua morte, uma petição  começou a recolher assinaturas para colocar fim aos passeios de elefante na região do templo de Angkor Wat e já conseguiu mais de 14 mil adeptos em 48 horas. 

Oan Kiri, gerente da Angkor Elephant Company, empresa dona de Sambo há 15 anos, disse ao jornal local "Phnom Penh Post" que a companhia lamenta a perda – ele não comentou o abaixo-assinado nem as críticas das campanhas de conscientização contra o uso de animais em atividades turísticas. 

Segundo Jack Highwood, um dos líderes da Elephant Valley Project, instituição cambojana que protege elefantes em atividade exploratória, a Angkor Elephant Company ainda é proprietária de 13 elefantes, todos trabalhando em condições similares às de Sambo.