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Nikolai Grozev espalhou cerca de 50 kg de açúcar nas estradas que dão acesso à cidade; gesto espantaria os 'espíritos ruins'

Um prefeito de uma cidade na Bulgária está recorrendo a tradições folclóricas antigas para enfrentar a violência no trânsito.

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Nikolai Grozev espalhou cerca de 50 quilos de açúcar nas quatro estradas que dão acesso à cidade; segundo ele, gesto espanta 'espíritos ruins'
Reprodução/BBC
Nikolai Grozev espalhou cerca de 50 quilos de açúcar nas quatro estradas que dão acesso à cidade; segundo ele, gesto espanta 'espíritos ruins'

Nikolai Grozev, chefe do Executivo de Nova Zagora, espalhou cerca de 50 quilos de açúcar nas quatro ruas que dão acesso à cidade, informou a TV estatal da Bulgária. Grozev diz que a ideia foi sugerida por uma professora de uma creche local.

A iniciativa do prefeito ocorre uma semana depois em que dois policiais e dois jovens foram mortos e outras cinco pessoas ficaram feridas em acidentes nas estradas da cidade.

"As autoridades da cidade seguiram uma tradição antiga por meio da qual espalhar açúcar nas estradas espanta espíritos ruins", afirmou Grozev à emissora bTV.

"Pedi à minha faxineira que comprasse açúcar. Coloquei tudo no meu carro e saí pelas ruas da cidade espalhando no meio de quatro estradas que dão acesso a Nova Zagora". Grozev, no entanto, afirmou se tratar de um gesto simbólico.

"Nós queremos que as pessoas aqui e em toda a Bulgária tenham mais sensibilidade e dirijam com cuidado".

Apesar de a superstição ser comum na Bulgária, o jornal Standart informou que a iniciativa do prefeito pode ser parte de uma campanha para atrair atenção devido à proximidade das eleições locais.

No entanto, pesam a favor de Grozev as tradições da cidade. Nova Zagora tem uma famosa "profetisa", Slava Sevryukova, e o prefeito recentemente inaugurou um monumento dedicado a outro adivinho, "Vovô" Vlaicho Zhelev, em um vilarejo próximo.

Nem todo mundo vê com bons olhos a iniciativa do prefeito. Um padre local diz que a ideia vai de encontro com as pregações da Igreja Cristã Ortodoxa.

Padre Silvester acredita que o gesto pode criar riscos para a cidade, disse ele ao jornal Standart.

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