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O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu nesta quarta-feira que o embaixador dos Estados Unidos, Philip Goldberg, se retire do país. Morales acusou o embaixador de conspirar contra o governo boliviano e apoiar tentativas de dividir a Bolívia.

"Não queremos gente separatista, nem que incentive a divisão, nem que conspire contra a unidade (do país), não queremos pessoas que atentem contra a democracia", disse o mandatário.

O presidente disse que instruiu o chanceler boliviano, David Choquehuanca, a notificar o diplomata americano.

Entretanto, em Washington, um porta-voz do Departamento de Estado americano, Gordon Duguid, disse que os Estados Unidos não receberam nenhuma notificação oficial pedindo a saída de Goldberg.

"Normalmente tais mensagens são entregues pelos meios diplomáticos. Nossa embaixada não recebeu nenhuma mensagem pelos meios diplomáticos", disse.

O presidente boliviano já vinha ameaçando punir diplomatas que atuam no país.

Em 27 de agosto, o vice-presidente boliviano, Álvaro Garcia Linera, acusou o governo americano de financiar grupos de oposição no país.

No dia seguinte, Morales afirmou que "alguns embaixadores se dedicam a fazer política e não diplomacia", e que, nesse contexto, "distribuem dinheiro para as organizações fazerem seminários, dos quais saem conclusões contra o governo".

A expulsão foi anunciada num momento de crescente tensão na Bolívia entre manifestantes de oposição do leste do país e o governo de Morales.

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