Milhares saem às ruas em apoio a Chávez

Manifestação é a primeira desde que o presidente admitiu estar em tratamento para combater um câncer na região pélvica

BBC Brasil | 03/07/2011 21:17

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Milhares de partidários do presidente da Venezuela Hugo Chávez tomaram as ruas do centro da capital em demonstração de apoio ao líder venezuelano, que está em Cuba depois de passar por uma cirurgia para retirada de um tumor cancerígeno. A manifestação, convocada por jovens, é a primeira desde que o presidente admitiu estar em tratamento para combater um câncer na região pélvica.

Foto: AP

População sai às ruas em defesa de Chavez

Grande parte dos manifestantes entrevistados pela BBC Brasil demonstraram preocupação pela saúde do presidente, mas se dizem confiantes de que Chávez voltará em breve.

"Ele vai voltar logo e enquanto isso, temos que lutar mais do que nunca", disse Elizabeth Moreno, beneficiária de um dos programas sociais do governo destinado às mães solteiras, à BBC Brasil.

Ao longo da marcha, se via bandeiras com mensagens de apoio ao presidente como o slogan do governo "Pa lante Comandante (Adiante Comandante, em espanhol)" e também mensagens de amor feitas com cartolina, como "Te amo comandante, venha logo, teu povo te espera".

A volta do presidente se tornou o principal tema de debate entre simpatizantes do governo e opositores no país.

Mensagens

Desde que Chávez adoeceu, o governo tem enviado mensagens pedindo unidade e negando qualquer tipo de divisão interna.

"Queremos que nosso comandante se recupere logo e a mensagem que estamos mandando pra ele é que mais do que nunca vamos continuar batalhando. A revolução não pode parar", afirmou a estudante Jaqueline Arteaga, que admitiu ainda estar "abalada" desde que soube do tratamento de Chávez.

"É como se um familiar querido tivesse nessa situação, todos estamos sofrendo junto", acrescentou.

No Twitter, Chávez enviou uma mensagem aos jovens do país, indicando que acompanhava a manifestação.

"Que Juventude Bolivariana! Posso vê-los, posso ouvi-los, posso vivê-los! Digamos com Bolívar, 200 anos depois: 'Vacilar é perder'. Venceremos, minha meninada!", escreveu.

Minutos depois, o líder venezuelano voltou a escrever sobre sua situação.

"Aqui estou, fazendo meus exercícios diários e recebendo esse banho de amor que me chega dessa Grande Marcha da Juventude! É o melhor remédio!", disse.

Retorno

O vice-presidente Elias Jaua - que está à frente do governo - disse que Chávez pode regressar em até seis meses.

No entanto, a oposição pressiona o governo para que seja declarada "ausência temporária" do presidente, o que obrigaria o vice a assumir formalmente a Presidência. Esse cenário é rejeitado pelos governistas, que argumentam que Chávez continua comandando o país a partir de Havana.

O jornal espanhol El País afirmou que o presidente sofreria de câncer no cólon, mas a afirmação foi desmentida pelo chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, que relatou que o tumor fora encontrado na região pélvica e não no cólon ou no intestino.

"O tumor foi detectado a tempo e foi retirado por completo. Foi iniciado um processo quase milagroso, ascendente, de recuperação física, de sua força, de sua saúde", disse Maduro em uma entrevista a uma TV local.

O chanceler venezuelano revelou que Chávez foi submetido a uma "uma operação profunda" e "bastante forte" para extrair um "tumor abscessado completo", que durou mais de seis horas. Uma equipe de especialistas cubanos e venezuelanos realizaram a intervenção, segundo Maduro.

A ausência do presidente da Venezuela colocou em debate a capacidade do governo de caminhar sem o presidente, e provocou incerteza sobre as eleições presidenciais de 2012, em que Chavez é candidato à reeleição.

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