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O General Than Shwe, que lidera a junta militar que controla Mianmar, aceitou nesta sexta-feira a entrada de voluntários e assistentes estrangeiros para auxiliar as vítimas afetadas pelo ciclone que devastou o sul do país em 2 de maio. A decisão foi anunciada depois de um encontro de quase três horas do general com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na cidade de Naypyidaw.

Ki-moon, que chegou a Mianmar na quinta-feira pra convencer a junta militar a facilitar a entrada de ajuda internacional, afirmou que a decisão significa um "grande avanço".

"Ele [o General Than Shwe] assumiu uma posição flexível sobre o assunto", disse o secretário-geral.

Than concordou em permitir que o aeroporto de Yangun seja usado como centro de distribuição, segundo Ban.

Ainda não está claro como a entrada dos voluntários irá acontecer na prática e quais foram as concessões feitas pela junta militar, ou seja, se as equipes poderão pedir vistos de entrada no país e se realmente terão acesso ao delta de Irrawaddy para ajudar no resgate.

Os líderes militares que governam o país haviam recusado esforços de resgate internacionais e afirmavam que a situação estava "sob controle".

O ciclone que atingiu Mianmar deixou pelo menos 78 mil mortos e mais de 56 mil pessoas continuam desaparecidas.

Na quinta-feira, o secretário-geral da ONU sobrevoou as plantações de arroz e as vilas destruídas pelo ciclone, além de visitar um acampamento para desabrigados no delta do delta do Irrawaddy, uma das áreas mais atingidas pelo ciclone.

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