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GENEBRA (Reuters) - Cerca de metade dos 100 acidentes aéreos registrados no mundo inteiro em 2007 aconteceu durante o pouso, disse na quinta-feira a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês). Muitos desses acidentes poderiam ter sido evitados caso o piloto tivesse feito uma segunda tentativa de pouso na pista ou se a distância entre os obstáculos no chão fosse adequada, de acordo com um relatório de segurança feito pela entidade, cuja sede fica em Genebra.

Houve 692 mortes em acidentes aéreos em 2007, menos do que as 855 do ano anterior, apesar de mais pessoas terem voado. O número de passageiros cresceu 6 por cento ao longo do ano, chegando a 2,2 bilhões.

Um quinto dos acidentes em 2007 causou mortes. Os acidentes mais graves aconteceram no Brasil, Indonésia e África, esta última considerada pela IATA a região mais perigosa para se viajar de avião.

'Ainda é seis vezes menos seguro voar na África do que no restante do mundo', disse o diretor-geral da IATA, Giovanni Bisignani, que também mostrou que o número de acidentes no mundo caiu pela metade desde 1998.

'Viajar de avião é a forma mais segura de transporte', disse.

A Rússia e os antigos Estados soviéticos não tiveram acidentes no ano passado. A América do Norte e a Europa tiveram o menor número de acidentes, em comparação com o restante do mundo, de acordo com a IATA, da qual fazem parte 240 companhias aéreas que representam 94 por cento dos vôos internacionais.

O maior acidente de 2007 foi com um avião da TAM, em Congonhas, no dia 17 de julho. O segundo maior foi com um avião da Kenya Airways, no dia 5 de maio, e o terceiro, com um vôo da Adam Air Indonesia, em 1o de janeiro.

A associação informou ainda que o mau treinamento dos tripulantes contribuiu para 20 por cento dos acidentes aéreos em 2007. Os erros da torre de controle e do manual respondem por quase 40 por cento. Já os problemas de manutenção foram responsáveis por 20 por cento dos acidentes registrados.

(Reportagem de Laura MacInnis)

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