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Conflitos acontecem no sul, onde as pessoas estão participando de um referendo para decidir se região vai se separar do norte

O ator George Clooney sorri ao lado de Salva Kiir, líder da região sul do Sudão e provável futuro presidente. O americano está no país para monitorar as eleições
Jerome Delay/AP
O ator George Clooney sorri ao lado de Salva Kiir, líder da região sul do Sudão e provável futuro presidente. O americano está no país para monitorar as eleições

Mais de 10 pessoas morreram e 90 ficaram feridas após dois dias de confrontos entre combatentes da tribo árabe Al Masiriya e a africana Dinka Naquq, em um povoado próximo à disputada cidade de Abyei, no sul do Sudão. São sinais de que o processo de independência do sul do Sudão, até agora o maior país da África, não devem ser tranquilos.

Nos próximos sete dias, sudaneses do sul decidem, por meio de um referendo, se querem ser um país independente do norte

Um dirigente da tribo A Masiriya, Tabiq Shaqifa, assegurou à Agência Efe em uma conversa por telefone que, neste domingo, membros de sua tribo enfrentaram unidades do sulista Exército Popular de Libertação do Sudão.

Segundo Shaqifa, os confrontos, que aconteceram na aldeia de Makir, 12 quilômetros ao noroeste de Abyei, causaram de ambos os grupos.

Ele informou, no entanto, que tinham conseguido arrebatar dos soldados 120 fuzis kalashnikov e quatro canhões. Já o governador da região autônoma de Abyei, Dinka Arub, declarou que, no sábado, membros da tribo Al Masiriya atacaram a região de Makir, habitada majoritariamente pela tribo Dinka Naquq. Arub disse que os habitantes da região responderam aos ataques e causaram baixas nas fileiras dos agressores.

O Sudão, que pode vir a ser dois países, é o terceiro maior produtor de petróleo da África Subsaariana
Arte/ iG
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