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Christine pede que governo australiano evite extradição de Assange do Reino Unido para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais

Em foto tirada no início de novembro, Julian Assange chega a tribunal em Londres
Reuters
Em foto tirada no início de novembro, Julian Assange chega a tribunal em Londres
A mãe do fundador do site WikiLeaks , Julian Assange , pediu nesta quinta-feira que a Austrália se afaste de Washington para defender os direitos de seu filho, durante a visita do presidente americano, Barack Obama, ao país.

Christine Assange acusou o governo australiano de simpatizar com "um fanfarrão mundial" e pediu que defenda os "direitos legais e humanitários" de seu filho e evite sua extradição do Reino Unido para a Suécia , onde é acusado de crimes sexuais.

"Quero que este governo amadureça", afirmou Christine em declarações à agência local AAP, acrescentando que os cidadãos australianos "estão nas mãos de adolescentes".

 A australiana, que protestou nos arredores do Parlamento de Camberra, opinou que a humanidade se encontra em um momento da história "no qual a tecnologia da internet se confronta com a democracia".

"Qual caminho vamos seguir? Vamos reprimir todos os cidadãos do mundo por exercer seu direito de falar?", perguntou a mãe de Assange.

O fundador do WikiLeaks está em prisão domiciliar no Reino Unido à espera de que a Suprema Corte britânica julgue seu apelo contra a extradição, à qual dois tribunais deram parecer favorável.

Assange foi preso em 7 de dezembro de 2010 após se entregar à polícia de Londres, que cumpriu um mandado de prisão internacional emitido pela Suécia. Ele foi solto sob fiança nove dias depois.

O australiano de 40 anos nega as acusações, que considera politicamente motivadas por causa de seu trabalho no WikiLeaks, site especializado em divulgar documentos oficiais.

Com EFE