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Sydney (Austrália), 1 mai (EFE).- O líder golpista fijiano, Frank Bainimarama, confirmou que Fiji não realizará eleições até pelo 2014, em outro desafio à comunidade regional, que estabeleceu o dia de hoje como prazo para convocar o pleito e evitar a expulsão do país do Fórum das Ilhas do Pacífico.

"Não vamos realizar eleições até pelo menos setembro de 2014, acho que deixamos isso bem claro", disse hoje Bainimarama em entrevista concedida à emissora de TV australiana "Sky News".

O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, defendeu esta semana a expulsão de Fiji do Fórum de Ilhas do Pacífico por não convocar eleições após quase dois anos de regime militar.

Além disso, Rudd respaldou a decisão do grupo de fixar o dia 1º de maio como prazo para Bainimarama anunciar a realização do pleito.

Fiji atravessa uma profunda crise política há um mês, quando os tribunais declararam ilegal o golpe de Estado no qual o atual primeiro-ministro depôs em 2006 o Governo de Laisena Qarase.

O presidente fijiano, Josefa Iloilo, ignorou nas últimas semanas as ameaças de Austrália e Nova Zelândia de impor sanções a Fiji, e optou por militarizar as instituições e desvalorizar a moeda em 20% para controlar as reservas de divisas, entre outras iniciativas.

Bainimarama se comprometeu em 2007 a realizar eleições em 2009 para que a União Europeia (UE) mantivesse a ajuda oficial ao país, mas depois desistiu de convocar o pleito.

O líder golpista afirma que antes de realizar eleições é preciso reformar ou redigir uma nova Constituição e mudar a lei eleitoral para refletir a pluralidade étnica do país. EFE aus/mh

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