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Nuakchott, 3 jun (EFE).- O ex-chefe da Junta Militar mauritana Mohammed Ould Abdelaziz afirmou hoje que aceitou adiar as eleições presidenciais pelo bem da Mauritânia e para demonstrar que a oposição não tem o apoio do povo.

Em um comício realizado hoje em Akjoujt, ao norte de Nuakchott, Abdelaziz se mostrou convencido de sua popularidade entre a população e deu por certa sua vitória nas eleições presidenciais que acontecerão em 18 de julho.

A oposição democrática e os partidários de Abdelaziz, que chegou ao poder graças a um golpe de Estado em 6 de agosto, concordaram na terça-feira em Dacar em adiar de 6 de junho para 18 de julho as eleições e formar um Governo de união nacional até a votação.

Este acordo ainda não foi assinado oficialmente na Mauritânia, e, por isso, o comício de hoje de Abdelaziz ainda faz parte das atividades de campanha previstas para a data anterior das eleições.

O ex-chefe da Junta, que renunciou para poder concorrer à Presidência, afirmou que uma das prioridades do Governo será "a luta contra a corrupção", uma das bandeiras defendidas pelos generais para instalar o golpe que derrubou o presidente eleito nas urnas, Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi.

O militar ressaltou ainda que, se for eleito presidente, estenderá a luta contra a pobreza "para que todos os mauritanos possam se beneficiar da cobertura dos serviços sociais". EFE er/db

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