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Foto divulgada neste domingo mostra onda gigante na cidade de Miyaho, uma das mais afetadas pelo terremoto seguido de tsunami

Imagem divulgada neste domingo pela agência Reuters mostra a chegada de uma onda gigante à cidade de Miyako, no Japão, na sexta-feira. Localizada na província de Iwate, Miyako foi uma das dezenas de cidades afetadas por um tsunami que devastou a costa nordeste do país.

Foto tirada em 11 de março mostra chegada de onda gigante à cidade de Miyako
Reuters
Foto tirada em 11 de março mostra chegada de onda gigante à cidade de Miyako

Segundo o último balanço oficial, divulgado neste domingo, o terremoto seguido de tsunami deixou mais de 900 mortos. No entanto, autoridades estimam que o número de vítimas fatais aumente. Em entrevista à rede de televisão NHK, o chefe de polícia Naoto Takeuchi, estimou mais de 10 mil mortos apenas na cidade de Miyagi.

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, afirmou neste domingo que o país enfrenta a maior crise de sua história desde a Segunda Guerra Mundial , quando bombas atômicas foram lançadas em Hiroshima e Nagasaki.

Segundo Kan, 12 mil pessoas foram resgatadas, mas as equipes de busca ainda têm dificuldade de chegar a algumas áreas afetadas.

Resgate

Neste domingo, um homem de 60 anos foi resgatado com vida após apassar dois dias agarrado a um pedaço do telhado de sua casa, que foi arrastada pelo tsunami.

Hiromitsu Shinkawa foi resgatado por um destróier da Marinha japonesa em alto-mar, em frente ao litoral de Fukushima, a cerca de 250 quilômetros de Tóquio. Ele foi levado de helicóptero ao hospital e passa bem.

Segundo a agência de notícias Jiji, Hiromitsu, que é morador da cidade de Minamisoma, contou que "começou a correr quando ouviu o alerta de tsunami", mas "voltou para trás para recuperar algo em casa e foi levado pelas águas".

O governo do Japão dobrou o número de militares que atuam na busca por sobreviventes. No sábado, eram cerca de 50 mil e agora já passam de 100 mil. Operações de resgate acontecem em meio a um cenário impressionante: prédios destruídos, árvores caídas e ruas tomadas por lama, carros, barcos e até pequenos aviões.

Equipes de resgate usam botes para passar por áreas inundadas, buscando sobreviventes em um mar de destroços. Segundo autoridades, a maior parte das centenas mortes registradas até agora foi causada por afogamento, após ondas gigantes arrastarem carros e casas nas cidades costeiras.

"O tsunami foi incrivelmente rápido", disse Kpichi Takairi, 34 anos, morador da cidade de Sendai, a mais próxima do epicentro do terremoto e uma das mais afetadas pelas ondas gigantes. "Carros eram arrastados à minha volta. Tudo o que pude fazer foi ficar sentado no meu caminhão", afirmou, em entrevista à agência Associated Press.

Na tentativa de impedir que o número de vítimas aumente, bombeiros sobrevoam extensas áreas do país em helicópteros tentando controlar incêndios em complexos industriais e casas de madeira.

Maior tremor da história do Japão

De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), o terremoto de 8,9 graus de magnitude é o maior já registrado na história do Japão e o 7° maior da história.

Até hoje, o mais forte terremoto do Japão tinha acontecido em 1933. Com 8,1 graus de magnitude, o tremor atingiu a região metropolitana de Tóquio e matou mais de 3 mil pessoas.

Os tremores de terra são comuns no Japão, um dos países com mais atividades sísmicas do mundo, já que está localizado no chamado "anel de fogo do Pacífico".

O país é atingido por cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude superior a 6 que acontecem em todo o planeta.

Com AP, EFE e BBC