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(Embargada até as 14h de Brasília) Londres, 31 ago (EFE).- O mapa genético do ser humano mostra sua origem geográfica, porque contém variações do DNA que são freqüentes em determinado local, segundo um estudo publicado hoje pela revista científica britânica Nature.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) liderada por John Novembre descobriu que existe um forte relação entre as mutações genéticas e a geografia.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram os genes de 3 mil europeus, especialmente as pequenas áreas de mutações genéticas que afetam um único nucleotídeo, chamadas polimorfismo de nucleotídeo único (SNP, em inglês).

Quando combinaram os dados com a origem geográfica dos indivíduos, o resultado do gráfico em duas dimensões foi uma espécie de mapa da Europa.

Os pesquisadores afirmam que seriam capazes de investigar a origem genética de uma dessas pessoas com uma margem de erro de poucas centenas de quilômetros, apesar de existir uma diferenciação genética muito pequena entre os europeus.

Compreender a estrutura genética das populações desperta grande interesse médico, legista e antropológico, segundo os cientistas, e poderia permitir análises genéticas da ascendência. EFE vmg/an

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