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Ministros dos dois países deram declarações em que aconselham ao presidente do Egito que faça reformas solicitadas pela população

Após quase uma semana de protestos no Egito, representantes de países europeus pedem que o governo do país ceda a pressão popular e faça as reformas exigidas pelo fim da violência. O primeiro-ministro francês, François Fillon disse que "o povo egípcio é quem decide" e o ministro britânico de Assuntos Exteriores, William Haguechanceler pede que o presidente do país em conflito, Hosni Mubarak, dialogue com seu povo.

"Ninguém pode aceitar esta onda de violência. É necessário que se instaure o diálogo e que as reformas que o presidente Mubarak prometeu comecem", disse o primeiro-ministro francês, François Fillon, em declarações divulgadas pela emissora "France Info".

O representante francês se mostrou "extremamente preocupado" pela situação, mas disse confiar que "não dure muito" e considerou também que a decisão sobre o futuro do país está nas mãos da população egípcia. "Tudo que temos a dizer ao Governo egípcio é que escute as reivindicações. (...) É necessário que as reformas anunciadas se apliquem", sustentou Fillon, acrescentando que  "o Egito é um grande país que tem muito peso na estabilidade do Oriente Médio".

Enquanto isso, o ministro britânico de Assuntos Exteriores, William Hague, insistiu neste sábado que  Mubarak "escute urgentemente" os manifestantes que desde terça-feira protestam contra seu regime.

"Continuamos profundamente preocupados perante o nível de violência que presenciamos nos últimos dias e pedimos ao Governo que seja comedido e aos egípcios que reivindiquem suas queixas legítimas de forma pacífica", afirmou Hague em comunicado. Ele lembrou que Mubarak "falou de seu compromisso para adotar novos passos para uma maior democracia e para a liberdade dos cidadãos" e pediu que agora "escute com urgência as aspirações expressadas pelos egípcios".

*com informações da EFE

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