Explosão em usina nuclear no Japão não foi em reator, diz governo

Autoridades ampliam zona de isolamento, mas afirmam que pressão sobre reator e nível de radiação estão diminuindo

iG São Paulo | 12/03/2011 06:03 - Atualizada às 14:13

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Vídeo mostra explosão em usina nuclear no Japão

Uma explosão destruiu um dos prédios de uma usina nuclear japonesa neste sábado, um dia depois de um terremoto seguido de tsunami ter devastado o país. Quatro trabalhadores ficaram feridos na usina de Fukushima 1, a cerca de 250 quilômetros a nordeste de Tóquio.

O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, afirmou que o reator nuclear não foi danificado e que a pressão sobre ele diminuiu após a explosão. O nível de radiação no local também estaria diminuindo, segundo Edano.

De acordo com autoridades japonesas, a explosão não foi causada pelo reator nuclear, mas, sim, pelo ar e vapor com radioatividade liberados para tentar aliviar os altos níveis de pressão.

Antes da explosão, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, informou que houve vazamento de "quantidades mínimas de radiação" na usina de Fukushima, informou a agência local Kyodo. Ainda assim, pouco depois da explosão a imprensa local informou que as autoridades ampliaram a zona de isolamento de 10 km para 20 km em torno de Fukushima 1.

Foto: Reuters

Agentes procuram por sinais de radiação em crianças que foram retiradas de área próxima à usina de Fukushima

Os reatores das usinas japonesas foram desligados após o terremoto. Porém, mesmo após o desligamento, ainda é necessário dissipar o calor produzido pela atividade nuclear dentro do núcleo do reator.

Na sexta-feira, osistema de resfriamento de reatores falhou em duas usinas, o que levou o governo a declarar estado de emergência em cinco unidades de reatores - dois na planta Fukushima 1 e três na vizinha Fukushima 2. As cinco instalações fecharam depois do grande tremor.

Sob a lei japonesa, uma emergência deve ser declarada se um sistema de resfriamento falha. No total, o país tem 55 reatores fornecendo cerca de um terço da eletricidade do país. Segundo um especialista brasileiro, o risco de contaminação ambiental ainda é pequeno.

A radioatividade registrada na sala de controle de um reator da central de Fukushima 1 atingiu um nível mil vezes superior ao normal, após os problemas de refrigeração provocados pelo terremoto.

Fukushima 2 também é centro de uma área de isolamento, de 3 km de raio, decretada pelas autoridades para afastar a população. As duas centrais nucleares estão separadas por 12 km.

Maior tremor da história do Japão

O terremoto de 8,9 graus de magnitude atingiu a costa nordeste do Japão e provocou um tsunami em cidades na região norte. De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), trata-se do maior tremor já registrado no Japão e o 7° maior da história mundial.

Até hoje, o mais forte terremoto do Japão tinha acontecido em 1933. Com 8,1 graus de magnitude, o tremor atingiu a região metropolitana de Tóquio e matou mais de 3 mil pessoas.

Os tremores de terra são comuns no Japão, um dos países com mais atividades sísmicas do mundo, já que está localizado no chamado "anel de fogo do Pacífico".

O país é atingido por cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude superior a 6 que acontecem em todo o planeta.

Com AP, EFE e BBC

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