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Os Estados Unidos exigiram nesta quinta-feira, último dia da reunião de representantes da AIEA, um relatório detalhado sobre o suposto complexo nuclear construído clandestinamente pela Síria em Al Kibar, no norte do país, segundo informações de Washington.

Gregory Schulte, representante americano na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), pediu um "relatório completo", que deve "fornecer detalhes por escrito sobre o estágio da pesquisa na Síria e sobre o grau de cooperação dos sírios com os pesquisadores".

Washington afirma que o complexo nuclear foi construído pelos sírios com ajuda da Coréia do Norte, por apresentar características semelhantes às do reator soviético instalado no polêmico complexo de Yongbyon, perto da capital norte-coreana Pyongyang. Este último produzia plutônio para a fabricação de armas atômicas.

De acordo com a versão americana, o centro de Al Kibar, destruído pela aviação israelense em setembro de 2007, não era destinado à produção de eletricidade e ficava localizado em um deserto isolado que não permitia a investigação da AIEA.

Por fim, os americanos afirmam que, antes da destruição do reator, este estava quase em condições de funcionamento.

Em junho, Damasco aceitou a visita de uma equipe de três inspetores da AIEA às instalações de Al Kibar, mas desde então novas inspeções não foram autorizadas, tanto nesta como em outras usinas. A Síria declarou que as acusações americanas são "absurdas".

O diretor geral da AIEA, Mohamed El-Baradei, declarou na segunda-feira que "as amostras trazidas deste local estão sendo examinadas pela agência, sem que se tenha identificado qualquer indício de material nuclear até agora".

O Movimento dos Países Não Alinhados, que reúne ao todo cem nações - como Cuba, África do Sul e Índia -, voltou a condenar nesta quinta-feira o ataque aéreo israelense sobre o centro de Al Kibar.

spm/ap

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