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O governo britânico anunciou nesta quinta-feira que uma disciplina que orienta alunos sobre temas pessoais, sociais e de saúde - o que inclui educação sexual - será obrigatória para estudantes da Inglaterra dos cinco aos 16 anos de idade. Nos primeiros anos, eles terão aulas sobre partes do corpo.

O ensino sobre reprodução humana só acontecerá quando as crianças já forem mais maduras.

O governo ainda está avaliando a melhor forma de montar o currículo com o que chama de "assuntos complicados".

Um estudo foi encomendado para melhorar o ensino da disciplina Educação Pessoal, Social e de Saúde (PSHE, na sigla em inglês). Hoje, segundo o governo, o tema é mal-abordado por professores.

Segundo uma pesquisa realizada pela BBC com mais de mil pessoas, dois terços dos entrevistados apóiam aulas sobre educação sexual para crianças a partir dos 11 anos.

O governo está preocupado com ausência de orientação na educação de alguns jovens, especialmente em temas como relações sexuais e abuso de álcool e drogas.

Aulas de ciência
Apesar do anúncio da mudança, nenhum detalhe sobre a nova estrutura curricular do ensino de educação sexual foi divulgado.

O governo ainda está esperando o resultado de outro estudo que indicará como a disciplina se tornará obrigatória na Inglaterra.

Hoje, apenas o ensino sobre biologia da reprodução e mudança dos corpos é obrigatório em escolas da Inglaterra, e acontece em aulas de ciência do primário.

No secundário, as lições são aprofundadas, mas muitos temas não são ensinados, como reprodução humana, atividade sexual, métodos contraceptivos, gravidez, doenças sexualmente transmissíveis e comportamento de risco.

"A vida moderna está ficando cada vez mais complexa e nós temos a obrigação de equipar nossos jovens com o conhecimento e a técnica para lidar com ele", afirma o ministro da Educação da Grã-Bretanha, Jim Knight.

"É vital que essa informação não venha de rumores do pátio do colégio ou de mensagens confusas da mídia sobre sexo."
Em outras nações da Grã-Bretanha, como no País de Gales e na Irlanda do Norte, a educação sexual já é parte do currículo.

A Grã-Bretanha tem o maior índice de gravidez entre jovens da Europa, com 27 nascimentos para cada mil mulheres entre 15 e 19 anos.

Segundo a entidade UK Youth Parliament, quatro em cada dez jovens disseram não ter recebido educação sexual na escola.

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