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Entre dois e cinco morreram durante enfrentamentos entre partidários do presidente Laurent Gbagbo e do opositor Alassane Ouattara

Distúrbios pós-eleitorais voltaram a assombrar a Costa do Marfim nesta terça-feira, com mortes entre rivais políticos. Os números correto sobre as vítimas, no entanto, são confusos. Enquanto a BBC britânica fala em dois mortos, a agência Associated Press fala em quatro, e a Reuters, em cinco.

Moradores da capital Abidjan olham corpo de homem morto durante enfrentamentos políticos na Costa do Marfim
AFP
Moradores da capital Abidjan olham corpo de homem morto durante enfrentamentos políticos na Costa do Marfim
As mortes ocorreram durante enfrentamentos entre partidários de Alassane Ouattara, que reivindica a presidência da Costa do Marfim, e as forças leais ao presidente em exercício Laurent Gbagbo.

País da África ocidental e maior produtor de cacau do mundo, a Costa do Marfim está mergulhada em turbulência desde a eleição presidencial contestada em novembro, cuja vitória foi reivindicada tanto por Ouattara quanto por Gbagbo.

Após os protestos no bairro de Abobo, predominantemente pró-Ouattara, os corpos das vítimas ficaram estendidos nas ruas, enquanto centenas de policiais e militares patrulhavam a área com veículos blindados e metralhadoras. Testemunhas contaram ouvir disparos na manhã desta terça-feira. "Foram disparados tiros por toda parte durante horas", disse o estudante Ouattara Idrissa, 20 anos, morador de Abobo. "Não podíamos sair. Ficamos escondidos em casa e só agora estamos podendo sair."

Violência

Segundo estatísticas da ONU, a violência desde a eleição já deixou mais de 200 mortos na Costa do Marfim.

No mês passado houve protestos sangrentos e um tiroteio breve entre forças pró-Ouattara e pró-Gbagbo. Desde então, no entanto, ocorreram poucas manifestações civis, em parte porque os partidários de Ouattara têm medo de serem mortos.

Os resultados da comissão eleitoral certificados pela ONU indicaram a vitória de Ouattara por oito pontos percentuais, mas o Conselho Constitucional, pró-Gbagbo, ignorou os resultados, alegando fraudes. A iniciativa do conselho é rejeitada de modo quase unânime por líderes mundiais e organismos regionais, entre eles a União Africana.

*Com BBC, AP e Reuters

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