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BUENOS AIRES - O advogado penal Ricardo Monner Sans pediu, nesta segunda-feira, à Justiça argentina que investigue a presidente Cristina Kirchner e seu esposo, o ex-presidente Néstor Kirchner, por suposto enriquecimento ilícito.

Além dos dois, vários funcionários do governo estão sob suspeita, incluindo os ministros do Desenvolvimento Social, Alicia Kirchner, da Planificação, Julio de Vido, da Justiça, Aníbal Fernández, e da Economia, Carlos Fernández.

A investigação solicitada abarca também o secretário do Comércio, Guillermo Moreno, a esposa de Julio de Vido e integrante do Sindicato Geral da Nação, Alessandra Minicelli, o secretário dos Transportes, Ricardo Jaime, o secretário das Obras Públicas, José López, e o secretário dos Meios de Comunicação, Enrique Albistur.

Monner Sans é o mesmo advogado que em 2001 conseguiu prender por oito meses o ex-presidente Carlos Menem, acusando-o de tráfico ilegal de armas com a Croácia e com o Equador.

O pedido do advogado chega após uma investigação publicada no domingo pelo jornal Crítica sobre as declarações do patrimônio do casal Kirchner e de demais funcionários do governo.

De acordo com a investigação, o casal declarou em 2007 um patrimônio superior a 6 milhões de pesos (cerca de US$ 2 milhões), o dobro do que tinha antes de Néstor assumir a presidência em 2003.

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