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Uma delegação brasileira visitou a Grã-Bretanha esta semana para conhecer a experiência inglesa aplicada no futebol que diminuiu a violência dentro e fora dos estádios nos últimos anos. O objetivo do grupo - formado por juízes, promotores, autoridades policias e políticos de Pernambuco - é aplicar algumas iniciativas no Brasil para garantir a segurança na Copa do Mundo de 2014.

Uma das etapas da viagem foi visitar o estádio do clube de futebol Portsmouth, situado no litoral sul da Grã-Bretanha, onde o promotor público Nick Hawkins explicou que a cooperação entre os diferentes órgãos envolvidos na segurança no futebol foi essencial para um ambiente mais seguro.

"Antigamente, os torcedores que causavam confusão eram presos e libertados logo em seguida, pois não havia provas suficientes para incriminá-los", disse Hawkins.

"Porém, isso mudou. Nos últimos cinco anos, o Ministério Público, a polícia e os clubes vêm trabalhando juntos para identificar os responsáveis pela violência e chegar ao tribunal com muitas provas para condená-los."
Além de correrem o risco de ser presos, os torcedores podem ser banidos dos estádios por até dez anos.

Sistema de segurança
A intenção da delegação pernambucana é tentar implementar este tipo de cooperação no Brasil já antes de 2014.

"Um sistema de segurança não se pode montar no dia da Copa e se desmontar como um palanque de comício. Infelizmente a experiência do Brasil tem sido essa", disse o juiz Ailton de Sousa, coordenador do Juizado do Torcedor de Pernambuco, referindo-se ao Panamericano realizado no Rio de Janeiro.

"Queremos construir um sistema de segurança de política estatal permanente e não para um evento isolado. Apesar de sabermos da importância dos visitantes que irão para o Brasil na Copa do Mundo, eu tenho a convicção de que todo brasileiro merece um sistema de segurança bom, que possibilite que os bons torcedores vão aos estádios todos os domingos."

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