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O chefe da polícia da cidade afirmou que crime pode ter sido motivado por ódio. O suspeito seria um homem branco

BBC

Tiroteio aconteceu na hora do culto, em uma das principais igrejas africanas dos EUA
Agência AP
Tiroteio aconteceu na hora do culto, em uma das principais igrejas africanas dos EUA


Nove pessoas morreram em um tiroteio em uma igreja histórica negra em Charleston, no estado norte-americano da Carolina do Sul, dizem as autoridades. O ataque teria ocorrido por volta de 21h (22h em Brasília) desta quarta-feira (17), durante um culto.

O chefe da polícia da cidade, Gregory Mullen, disse que oito das vítimas foram mortas dentro da Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel. A nona vítima morreu pouco depois. Segundo ele, o crime teria sido motivado por ódio.

"Havia oito mortos dentro da igreja. Duas pessoas feridas foram levadas ao hospital e uma faleceu. No momento, temos nove vítimas fatais deste crime odioso", disse Mullen.

A polícia de Charleston informou no Twitter que persegue um suspeito branco, com cerca de 21 anos, de porte atlético, que estaria vestindo moleton cinza, calça jeans e botas.

Os canais de televisão também mostraram um jovem que corresponde a descrição do suspeito sendo algemado e levado por dois policiais, mas as autoridades alertaram que continuam em busca do atirador.

Além do Departamento de Polícia de Charleston, o FBI também participa das investigações. Helicópteros também sobrevoam a área na busca pelo suspeito.

"Esta é uma tragédia indescritível e comovente nesta igreja histórica", afirmou o prefeito de Charleston, Joe Riley, ao Courier jornal.

Um grupo de pessoas fizeram uma oração próximo a igreja. "Nós queremos respostas reais agora," pediu um dos sobreviventes.

A Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel foi construída em 1819 e é uma das mais antigas dos Estados Unidos. Um dos fundadores foi Dinamarca Vesey, líder de uma revolta de escravos em 1822. Todas as noites de quarta-feira há um estudo bíblico no local.


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