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Peter Greste havia sido acusado de divulgar notícias falsas em favor da Irmandade Muçulmana; segundo polícia, ele será deportado para Austrália

Jornalista Peter Greste estava detido desde 2013
AP Photo/Hamada Elrasam
Jornalista Peter Greste estava detido desde 2013

O jornalista da rede Al-Jazeera Peter Greste, que estava preso no Egito desde 2013, está sendo deportado, segundo a agência de notícias estatal e a polícia.

O australiano, que foi correspondente da BBC, foi preso em dezembro de 2013 e condenado em junho do ano passado sob acusações como a de divulgar notícias falsas.

Não há informações sobre os dois funcionários da al-Jazeera que foram presos com ele, Mohamed Fahmy e Baher Mohamed.

Todos os réus negaram as acusações e disseram que seu julgamento foi uma farsa.

Eles foram acusados de colaborar com a banida Irmandade Muçulmana após a derrubada do presidente Mohammed Morsi pelos militares em 2013.

Os três homens disseram que estavam simplesmente relatando as notícias.

O tribunal superior do Egito havia ordenado, em janeiro, um novo julgamento para os três.

Mas uma autoridade egípcia disse à agência de notícias France Presse, neste domingo: "Há uma decisão presidencial de deportar Peter Greste para a Austrália."

A Al-Jazeera exigiu a libertação de seus jornalistas desde que eles foram presos.

Fahmy tem cidadania egípcia e canadense e é o chefe do escritório egípcio-canadense.

Mohamed, um produtor, é um cidadão egípcio.

Greste e Fahmy foram condenados a sete anos, enquanto a pena de Mohamed é de 10 anos.