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(acrescenta vítima mortal e atualiza números de bombas e feridos). Bangcoc, 4 nov (EFE).- Pelo menos uma mulher morreu e 71 pessoas ficaram feridas hoje na explosão de três bombas em Narathiwat (sul da Tailândia), castigada desde 2004 pela violência separatista, informaram fontes policiais.

Os três artefatos, de fabricação artesanal, foram ativados à distância por celulares, disse a Polícia, que atribuiu os atentados a grupos insurgentes muçulmanos, embora ninguém tenha assumido a autoria.

A primeira bomba, escondida em uma lata de lixo, foi detonada ao meio-dia local em frente a uma lanchonete próxima a um prédio governamental onde autoridades locais realizavam uma reunião.

Pouco depois, dois artefatos, um colocado em um carro e outro em uma motocicleta, explodiram em um estacionamento próximo a um movimentado mercado.

Após os ataques, as forças de segurança cortaram o sinal de celulares para impedir que outros atentados no distrito de Sukhirin, próximo à fronteira com a Malásia.

Aproximadamente 3,5 mil pessoas morreram no sul da Tailândia desde que grupos rebeldes islâmicos retomaram a luta armada em janeiro de 2004, após uma década de pouca atividade guerrilheira.

Os ataques com armas leves, assassinatos e atentados com bomba acontecem diariamente nas três províncias de maioria muçulmana de Narathiwat, Pattani e Yala, apesar do desdobramento de 31 mil agentes das forças de segurança.

O estado de exceção vigente desde 2005 foi recentemente prorrogado por mais um ano.

No início de 2008, o Governo tailandês admitiu pela primeira vez a relação entre a rede terrorista Al Qaeda e os rebeldes, e reconheceu que a situação piorou desde que estes passaram a receber armas e dinheiro do narcotráfico. EFE grc/fh

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