Anel com imagem do Farol de Alexandria é encontrado submerso

Artefato estava nas ruínas de um antigo palácio abaixo d’água na ilha de Antirhodos, Egito; monumento é uma das Sete Maravilhas da Antiguidade

Pesquisa indica que anel-sinete foi o primeiro com imagem do monumento e pode ajudar na reconstrução digital do visual do local
Foto: Christoph Gerigk©Franck Goddio/Hilti Foundation
Pesquisa indica que anel-sinete foi o primeiro com imagem do monumento e pode ajudar na reconstrução digital do visual do local

Um anel de bronze com gravação da imagem do Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas da Antiguidade, foi encontrado nas ruínas de um palácio submerso na Ilha de Antirhodos, Egito. A descoberta ocorreu durante escavações conduzidas pelo Instituto Europeu de Arqueologia Subaquática (IEASM), que classificou o anel como o primeiro do tipo com a imagem do monumento, em divulgação no dia 07 de outubro.

O anel-sinete chama atenção pela possibilidade de ter sido usado. Anéis-sinetes eram utilizados para imprimir símbolos em materiais macios, como cera e argila, o que funcionaria como uma espécie de carimbo.

Anel contém imagem do monumento semelhante a outras representações em moedas
Foto: Divulgação/Christoph Gerigk©Franck Goddio/Hilti Foundation
Anel contém imagem do monumento semelhante a outras representações em moedas


Conforme o IEASM, a imagem encontrada se assemelha a representações do Farol de Alexandria de moedas do século II d.C., mas a data do artefato ainda precisa de confirmação. O objeto estava nas ruínas de um palácio na ilha de Antirhodos, submersa nas águas do mar Mediterrâneo.

O local integrava a área real do grande porto de Alexandria, chamada Portus Magnus. De acordo com Franck Goddio, arqueólogo fundador do IEASM, a descoberta indica que o palácio pode ter sido utilizado para atividades administrativas.



O Farol de Alexandria

Construído por volta de 280 a.C. na ilha de Faros, próxima de Alexandria, o monumento era uma estrutura destinada para orientação de navegadores que chegavam ao porto egípcio. A construção ocorreu no período ptolomaico, durante governo de  um dos generais descendentes de Alexandre, o Grande.

Segundo a IEASM, ultrapassava 100 metros de altura e ficou conhecido como uma das Sete Maravilhas da Antiguidade. Terremotos e erosão ao longo do tempo provocaram danos que o levaram a ruínas, enquanto boa parte desapareceu sob as águas.

Pesquisa arqueológicas na costa de Alexandria procuram estruturas arquitetônicas que também cederam com o tempo. Os vestígios devem contribuir para reconstrução digital da aparência do monumento e do local.