
O Canadá vai aplicar tarifas "dólar por dólar", ou seja, de valor equivalente, como revide à taxação imposta pelos Estados Unidos, de 50%, sobre US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões) em produtos canadenses. A afirmação foi feita neste sabado (22) pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney, depois do adiamento de tres dias para o início das medidas, mas as negociações terminaram sem acordo.
"Nos últimos dias, os Estados Unidos propuseram novos termos que eram economicamente inviáveis e injustos, prejudicavam os benefícios líquidos para o Canadá e colocavam em dúvida a confiabilidade de qualquer acordo. Em suma, pediram demais e ofereceram de menos", disse Carney, em coletiva de imprensa em Ottawa.
Veja o comunicado completo do político canadense:
A promessa de Carney foi de devolver em taxação sobre aço, laticínios, eletrodomésticos, equipamentos agrícolas, celulose, papel e eletrônicos, a partir de 8 de setembro.
Vai e vem
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Carney e autoridades de alto escalão dos dois países mantiveram contato ao longo da semana depois do adiamento anunciado por Trump , segundo a CNN Internacional.
O imbróglio dura dois meses. Em julho, Trump anunciou tarifa de 50% sobre a importação de itens canadenses.
A medida não entrou em vigor, até que essa semana o presidente dos Estados Unidos suspendeu por três dias a aplicação das taxas, horas antes delas entrarem em vigor.
Na rede social, Trump disse que os dois lados tinham chegado a um acordo, avanço confirmado pelo primeiro-ministro canadense, que se manteve cauteloso dizendo que havia questões a serem resolvidas.
Apesar das concessões por parte de Ottawa, como o retorno de bebidas alcoólicas dos EUA às lojas canadenses, ao ser questionado sobre minerais críticos, Carney afirmou jamais concederia "acesso exclusivo", de acordo com a CNN.