
Um homem de sobrenome Guo, que vivia sozinho em Taizhou, província de Zhejiang, no leste da China , foi preso por criar mais de 300 pítons em seu apartamento .
Na China, as pítons são classificadas como animais sob proteção especial de grau dois, sendo proibida a criação, venda, compra e transporte sem autorização.
O caso teve início em março de 2024, quando um idoso relatou à polícia a presença de uma serpente em uma montanha local.
As autoridades acreditaram que possivelmente o réptil havia escapado de um de seus criadores, tendo em vista que não era uma espécie nativa e as cobras costumam ficar menos ativas durante o mês de março devido a dependência de calor e umidade .
Segundo um criador de cobras profissional consultado pelos policiais, o homem deve ter usado muita eletricidade para manter uma temperatura adequada de 20 a 30 graus .
Nesse momento, os agentes decidiram investigar as regiões próximas. Usando como base o consumo de eletricidade, chegaram até o infrator, que morava sozinho, era solteiro e estava desempregado.
Eles perceberam que um homem chamado Di visitava Guo com uma certa frequência.
Di recolhia encomendas com pequenos ratos brancos comprados online. Os vendedores disseram à polícia que os ratos eram utilizados para alimentar os répteis .

Guo compartilhava fotos dos animais nas redes sociais, como uma referência indireta à venda das pítons.
Com as provas, as autoridades visitaram o apartamento de Guo, que continha caixas de plástico empilhadas, uma para cada píton.
Ao todo, foram encontradas 309 pítons, que posteriormente foram levadas para um zoológico local.
O homem admitiu que comprou quatro serpentes em 2014, e que desde então, as cria em sua própria residência.
Deng, que vendeu as pítons para Guo na época, também foi preso dentro de sua casa, que tinha outras 47 cobras .
Os três foram presos por venda e criação ilegal da espécie. O caso envolveu 436 pítons, avaliadas em 30 milhões de yuans, o correspondente a cerca de 23 milhões de reais .
*Estagiária sob supervisão