Keiko Fujimori se aproximava da Presidência do Peru em sua quarta tentativa de chegar ao cargo. Embora estivesse atrás na votação realizada dentro do país, a candidata conservadora ampliou para mais de 36 mil votos sua vantagem sobre o esquerdista Roberto Sánchez com a contabilização das últimas cédulas contestadas e dos votos do exterior.
No Brasil, a filha do ex-ditador Alberto Fujimori também lidera. Em recente atualização divulgada pelo ONPE (Orgão Nacional Pesquisas Eleitorais), Keiko tinha 55,7% dos votos de peruanos no Brasil, contra 44,3% de Sánchez, com 97,7% das atas apuradas.
Desdobramentos
Caso a tendência se mantenha como indicam os votos pendentes concentrados em seus principais redutos, Fujimori se tornará a primeira mulher eleita presidente do Peru e consolidará o avanço da direita observado em países vizinhos, como Chile, Bolívia e Equador.
A candidata conservadora também poderá registrar uma marca inédita: ser a primeira presidente eleita neste século no Peru a vencer graças aos votos do exterior, apesar de ter diferença de votos nas urnas dentro do país.
Com 99% da apuração concluída, ela liderava entre os eleitores residentes fora do Peru por cerca de 80 mil votos, enquanto acumulava uma desvantagem de 43 mil votos no território nacional. Após a recontagem, ela chegou a assumir a liderança desbancando o seu adversário na corrida eleitoral.
De acordo, com a porta-voz do Júri Nacional de Eleições (JNE), Grecia Rentería, os resultados da eleição presidencial está previsto para julho . No entanto, essa etapa só deve ocorrer após a conclusão da análise das cédulas contestadas e das eventuais audiências de recontagem de votos.