A American Express foi condenada por não seguir protocolo de voo
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A American Express foi condenada por não seguir protocolo de voo

A companhia aérea American Airlines foi condenada nos Estados Unidos a indenizar em US$ 9,6 milhões (cerca de R$ 51 milhões ) um casal da Califórnia, após ser considerada responsável por não seguir seus próprios protocolos diante de uma emergência médica em pleno voo.

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Um idoso sofreu um derrame durante uma viagem , segundo o NY Post, que teria sido ignorado pela tripulação.

Entenda o caso

Jesus Plasencia, de 67 anos, viajava de férias com a esposa, Ana Maria Marcela Tavantzis, em novembro de 2021, de Miami para Madri, na Espanha. Pouco antes do embarque, o homem apresentou sinais de um princípio de AVC (Acidente Vascular Cerebral) , chegando a perder momentaneamente a fala e a coordenação motora.

A esposa alertou a tripulação, mas, segundo a denúncia, o piloto ignorou o risco, chegou a brincar com o passageiro e autorizou a decolagem sem acionar atendimento médico, como exigem as regras da própria companhia.

Durante o voo, o passageiro sofreu um segundo e mais grave derrame. Ele permaneceu a bordo até a aterrissagem na Espanha, onde foi internado e tratado por três semanas. A tripulação chegou a pedir que outros passageiros observassem seu estado, mas não comunicou o piloto sobre a gravidade, o que poderia ter levado a um desvio de rota de emergência.

Sequelas

O idoso sobreviveu ao derrame, mas ficou com sequelas permanentes. Segundo o NY Post, ele não consegue mais falar ou escrever e depende de cuidados 24 horas por dia, além de reabilitação intensiva. O casal alegou que, se os protocolos tivessem sido seguidos, o desfecho poderia ter sido menos severo.


A decisão, tomada na quinta-feira (18) por um júri federal, reconheceu a responsabilidade da American Airlines sob a Convenção de Montreal, tratado internacional que regula viagens aéreas. A companhia afirmou discordar do veredito e estuda recorrer.

Não é a primeira vez que a empresa enfrenta processos semelhantes. Em 2017, foi acusada de negligência após permitir que uma passageira com sinais de AVC saísse sozinha do aeroporto JFK, em Nova York, e acabasse andando em meio ao tráfego antes de ser localizada pela polícia.

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