Maior iceberg do mundo, o A23a, está se partindo.
Divulgação/Britsh Antartic Survey
Maior iceberg do mundo, o A23a, está se partindo.

maior iceberg do mundo está se partindo em "vários pedaços gigantes" . Segundo cientistas do British Antarctic Survey (BAS), o A23a, que antes pesava quase um trilhão de toneladas métricas e ocupava uma área de 3.672 quilômetros quadrados, encolheu para cerca de 1.700 quilômetros quadrados. As informações são da CNN.

Andrew Meijers, oceanógrafo do BAS, detalhou à CNN que o iceberg está se partindo rapidamente, liberando pedaços muito grandes, que são considerados icebergs grandes pelo US National Ice Center, responsável por acompanhar esses blocos.

O oceanógrafo explicou as circustâncias que levaram o A23a a se fragmentar.

"Ele vem seguindo o forte jato de corrente conhecido como Frente Circumpolar Antártica do Sul (SACCF), no sentido anti-horário ao redor de South Georgia, desde que se soltou em maio, após encalhar na plataforma continental por alguns meses em março. Esse jato provavelmente levará o iceberg e seus fragmentos para o nordeste, ainda como parte do corredor de icebergs."

De acordo com Andrew, o A23a deve está seguindo um destino semelhante ao de outros "megabergs" como o A68 em 2021 e A73 em 2023, que também se desintegraram na região de South Georgia, um território britânico ultramarino no Atlântico Sul. Apesar da semelhança, o A23a permaneceu mais tempo inteiro do que qualquer um dos citados.


Atualmente, o A23a continua com o título de maior iceberg do mundo mas Andrew alertou que isso não deve durar por muito tempo, já que a fragmentação deve continuar nas próximas semanas. Com isso, o título de maior iceberg do mundo deve passar para o  D15a, que mede cerca de 3.000 quilômetros quadrados.

Histórico do A23a

O iceberg A23a se desprendeu da plataforma de gelo Filchner-Ronne, na Antártida, em 1986 e vem sendo monitorado pelos cientistas do Britsh Antartic Survey (BAS) desde então. Ele deteve o título de maior iceberg do mundo em várias ocasiões desde a década de 1980.

Segundo Andrew, ele permaneceu por 30 anos no fundo do Mar de Weddell, na Antártida, até reduzir seu tamanho o suficiente para se soltar.

Em 2020, o A23a foi levado por correntes oceânicas, ficou preso temporariamente em uma coluna de Taylor - um vórtice giratório de água causado por correntes oceânicas ao atingirem montanhas submersas - e voltou a se mover em dezembro do mesmo ano.

Em março de 2025, encalhou novamente em uma plataforma continental, se desprendendo em maio, próximo a Geógia do Sul. O iceberg contornou a ilha, terminando seu percuso e ganhando velocidade à medida que as fortes ondas e as águas menos frias deste oceano o desgastavam.

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