Rússia: Putin sanciona a anexação de quatro regiões ucranianas

Usina nuclear de Zaporizhzhia também passa a ser controlada pelos russos

Putin sanciona anexação de regiões ucranianas à Rússia
Foto: Kremlin - 24.08.2022
Putin sanciona anexação de regiões ucranianas à Rússia


O presidente russo Vladimir Putin  sancionou, nesta quarta-feira (5), a anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia à Rússia

Com a oficialização por parte dos russos, a usina nuclear de de Zaporizhzhia também passa a ser contorlada pela Rússia .

"O governo deve garantir que as instalações nucleares da central sejam aceitas como propriedade federal", diz o decreto publicado nesta quarta-feira pelo Kremlin.


Também ficou estabelecido, por meio de um decreto, os políticos que serão os responsáveis por governar as quatro regiões. Eles governarão de maneira interina até setembro de 2023, quando serão realizadas as eleições.

Os acordos de anexação foram assinados por Putin e os dirigentes pró-Moscou das quatro regiões na última sexta-feira (30). As movimentações acontecem após a realização de referendos entre a população destes locais.

O processo de anexação deve acontecer até meados de 2026. O período de transição inclui a implantação do rublo como moeda oficial nas regiões já em 2023 e também a integração das Forças Armadas russas com as das regiões pró-Moscou.

Referendos de anexação

Segundo a Rússia, mais de 90% dos eleitores aprovaram a anexação das regiões por meio dos referendos , mas os números não podem ser verificados de forma independente, e a comunidade internacional não reconhece a legalidade das votações.

Essa mesma tática já foi usada pela Rússia para anexar a península ucraniana da Crimeia em 2014, em meio à crise que deflagrou conflitos separatistas em Donetsk e Lugansk, na Ucrânia .

"Trata-se de uma nova violação da soberania e da integridade territorial da Ucrânia, em um contexto de violações sistemáticas dos direitos humanos", disse o chefe da diplomacia da União Europeia.

Já a China defendeu que a "integridade soberana e territorial de todos os países deve ser respeitada". Os referendos aconteceram em meio à contraofensiva da Ucrânia, que vem reconquistando territórios no leste e no sul.

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