Boris Johnson
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Boris Johnson foi um dos líderes mundiais que inicialmente minimizava a gravidade da Covid-19

O número de pedidos de  seguro-desemprego atingiu a marca de 2,7 milhões em agosto no Reino Unido, informou nesta terça-feira (15) o Instituto Nacional de Estatísticas (ONS). O número corresponde a um aumento de 120% em relação a março, mês em que começou a pandemia da Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Como reflexo da crise causada pelo doença, a taxa de desemprego está começando a subir no Reino Unido. Apesar de ainda ser baixa ao ter ficado em 4,1% no mês de julho, economistas preveem uma aceleração desse percentual, o que vai obrigar o governo a agir para preservar empregos.

Ainda de acordo com o ONS, nos três meses até o final de julho, o desemprego teve uma taxa de 3,9% no período de abril a junho, em decorrência do confinamento imposto no final de março contra o novo coronavírus.

Em números absolutos, o número de desempregados cresceu em 104.000 pessoas. A quantidade chegou a 1,4 milhão no final de julho, após ondas de demissões causadas pela paralisação das atividades devido à pandemia.

"Alguns efeitos da pandemia começaram a se dissipar em julho com a reabertura de alguns setores da economia", disse o diretor de estatísticas econômicas do ONS, Darren Morgan. "O desemprego e as demissões aumentaram fortemente em agosto, mostrando que o coronavírus continua tendo forte impacto no mundo trabalho", completou.

Os setores mais afetados, como aviação e varejo, estão demitindo em massa, embora empresas de vendas on-line, como a Amazon, ou redes de supermercados, vejam seus negócios impulsionados e anunciem milhares de contratações.

A entrega de alimentos em domicílio também foi um dos setores que se beneficiaram do confinamento: a rede de fast-food Domino's Pizza anunciou hoje cinco mil novas contratações, além das seis mil feitas desde o início da pandemia.

Apesar do bom cenário para essas empresas de comércio digital e delivery, os economistas temem um aumento no desemprego no final de outubro, quando o programa do governo britânico de ajuda às companhias para limitar as demissões chegará ao fim.

Desde o início do confinamento, o governo britânico paga até 80% dos salários, com o teto de 2.500 libras mensais por pessoa. Essa ajuda foi sendo reduzida progressivamente a partir de setembro e será totalmente retirada no final de outubro.

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