Presidente Jair Bolsonaro
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Presidente Jair Bolsonaro

O diretor de doenças transmissíveis da Opas (Organização Pan-americana da Saúde), Marcos Espinal, garantiu que a organização vai continuar trabalhando com o Brasil,  mesmo após ameaça de Jair Bolsonaro (sem partido). Na última sexta-feira (5), o presidente fez críticas ao trabalho da Organização Mundial da Saúde na pandemia e disse que o governo pode deixar a organização.

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Nesta terça, em conferência com a imprensa, Espinal disse que "independentemente da 'coisa política', a organização continuará apoiando o Brasil". Ele acrescento ainda que a OMS não vai permitir que vacinas ou novos remédios deixem de chegar ao Brasil. "Temos facilitado a compra de 10 milhões de testes, temos feito capacitação de profissionais de saúde em Manuais", citou.

Espinal ressaltou o papel do Brasil na  produção de vacinas e no histórico de ajuda a outros países da região. "O Brasil tem uma longa tradição de cooperação com a OMS e a Opas e tem uma tradição de solidariedade e pan-americanismo".

A diretora da Opas, Carissa Etienne, alertou os  países da América Latina para a chegada de dois novos desafios na luta contra a pandemia: o inverno, na América do Sul, e a temporada de furacões, na América Central e no Caribe.

Apesar de não haver evidências científicas suficientes para que se possa estabelecer uma relação entre as condições climáticas e a propagação do noco coronavírus, Carissa ressaltou a maior incidência de infecções respiratórias — como a influenza.

"Este é um problema para pacientes, pois as doenças respiratórias os deixam em maior risco de infecção grave por covid-19. Também é um desafio para os sistemas de saúde já pressionados que terão de lidar com a carga dupla de uma pandemia de coronavírus", explicou.

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