Ministro italiano pede que parlamentares suspendam salário
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Itália vem tomando medidas para evitar propagação do coronavírus

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, pediu nesta segunda-feira (30) que os parlamentares do país suspendam seus salários durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) como forma de ajudar às finanças do governo nacional e regional.

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"Nessa guerra contra o coronavírus, todos estão fazendo sacrifícios enormes. E deve valer também para a política: deputados e senadores suspendam seus salários. O Movimento 5 Estrelas já doou mais de 3 milhões de euros para a emergência. O bom exemplo vale mais do que muitas palavras", escreveu o ministro da Itália em seu Twitter.

O M5S, inclusive, começou uma campanha com diversos de seus líderes pelo corte dos salários nas redes sociais. O chefe da sigla e vice-ministro do Interior, o senador Vito Crimi, usou sua página do Facebook para mandar uma mensagem aos colegas, pedindo para "cortar o nosso salário ". "E não apenas um mês, seria muito cômodo. Vamos cortar os salários de hoje até o fim da legislatura", propôs Crimi afirmando que a medida economizaria até 60 milhões de euros por mês aos cofres públicos.

Quem também fez coro à medida foi o vice-ministro de Desenvolvimento Econômico, Stefano Buffagni. "Acredito que todos os parlamentares, que trabalharam menos, devem fazer sua parte. Acredito que esse não é um gesto que resolverá o caixa do Estado, mas é um gesto de respeito por todos os italianos. Esperamos que a oposição, sem polêmicas , faça isso também", disse o representante do Movimento.

O líder do M5S no Senado, Gianluca Perilli, abraçou a ideia e disse que os parlamentares "precisam fazer a sua parte, não só com o trabalho incessante na Câmara e no Senado", mas com uma "contribuição concreta e muito útil" para lidar com a pandemia do coronavírus .

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A Itália vive uma crise sem precedentes na saúde pública por conta do novo coronavírus e, desde o dia 10 de março, está em isolamento total para frear a disseminação da doença. Nesta segunda-feira (30), foram confirmadas mais de 100.000 pessoas contaminadas pela Covid-19 e mais de 11.000 mortes.

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