Presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez
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Jeanine Áñez, presidente interina da Bolívia

Bolívia vai adiar as eleições presidenciais no país, originalmente previstas para 3 de maio, por causa da pandemia da Covid-19 . A decisão se deu no sábado (21) após o Tribunal Supremo Eleitoral suspender o calendário eleitoral por 14 dias, para coincidir com o período de quarentena decretado pelo governo interino boliviano, que já está em vigor desde a madrugada dese domingo (22).

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O órgão eleitoral informou que vai se reunir com os partidos e organizações políticas para definir uma nova data para a votação. Em comunicado, o tribunal disse que espera promover um "diálogo amplo e plural".

O pleito havia sido convocado de forma extraordinária, depois que a eleição de 20 outubro do ano passado ter sido anulada. A Organização dos Estados Americanos (OEA) tinha denunciado irregularidades em favor do então Presidente Evo Morales, que tentava um quarto mandato.

Após a anunciar o adiamento, o tribunal sugeriu alguns critérios básicos para postergar a corrida eleitoral : que nenhuma candidatura seja prejudicada ou favorecida, e que a medida tenha apoio técnico. O acordo para a nova data deve ser confirmado pelo Poder Legislativo da Bolívia.  

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A maioria dos oito candidatos registrados para as eleições gerais havia sugerido de adiar as eleições, e os chefes das campanhas suspenderam as atividades públicas para evitar aglomerações que aumentam o risco de contágio da doença.

Porém, dois presidenciáveis queriam que as eleições se mantivessem no dia 3 de março: o candidato do partido do ex-presidente, Movimento pelo Socialismo (MAS), o economista Luis Arce, e o ex-presidente centrista Carlos Mesa, do Comunidade Cívica.

Segundo a última pesquisa eleitoral, Arce lidera as intenções de voto, com 33%, seguido de Mesa, com 18,3%. Em terceiro lugar aparece a presidente interina, Jeanine Áñez. Nenhum candidato se pronunciou após a decisão de adiar as eleições. 

Quarentena em vigor e isolamento na Bolívia

A quarentena na Bolívia entrou em vigor no domingo, a partir da meia noite (horário local). A medida prevê que apenas uma pessoa da família pode sair de casa para fazer comprar em centros de suprimento, que vão ficar abertos diariamente até o meio dia.

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"É uma decisão difícil, mas necessária para o bem de todos", disse a presidente interina, Jeanine Áñez.

O país, que tem 19 casos da doença, fechou no sábado as fronteiras terrestres e aéreas.

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