Trabalhadores no campo de concentração de Neuengamme, onde Friedrich Karl Berger foi guarda voluntário
Memorial de Neuengamme
Trabalhadores no campo de concentração de Neuengamme, onde Friedrich Karl Berger foi guarda voluntário


O Departamento de Justiça dos Estados Unidos determinou, junto à agência de Imigração, a deportação de um ex-guarda nazista que vive em território norte-americano há 61 anos. Friederich Karl Berger , de 94 anos, mora no Estado do Tennesse, para onde se mundou alguns anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial .

Berger foi guarda voluntário no campo de concentração de Neuengamme, nas proximidades do rio Elba, na Alemanha. Ele guardava prisioneiros em condições atrozes, explorados com trabalho forçado.  Cerca de 100 mil pessoas foram presas em Neuengamme e pelo menos 42.900 foram mortas.

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O alemão admitiu o trabalho como guarda, e disse que sua função era vigiar os prisioneiros para que eles não fugissem, sem jamais citar se participou ou não de atos de maior violência. Ele disse aos investigadores que, após a evacuação do campo de conentração , quando as forças britânicas e canadenses avançaram, ele guiou os prisioneiros em uma jornada de duas semanas, durante a qual 70 morreram.

"Berger fazia parte do mecanismo de opressão da SS que mantinha os prisioneiros dos campos de concentração em condições atrozes de confinamento", afirmou o procurador-geral assistente Brian Benczkowski. “Esta decisão mostra o compromisso contínuo do Departamento de obter uma medida de justiça, ainda que tardia, para as vítimas da perseguição nazista na época da guerra".

O ex-guarda nazista nunca abandonou a cidadania alemã e ainda recebe uma pensão do país de origem por causa dos “serviços de guerra”. Apesar da determinação, ainda não foi divulgada uma data limite para que ele volte à Alemanha.

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