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Paralisação dos ferroviários completa 29 dias, um a mais do que protestos feitos entre 1986 e 1987, quando o setor reivindicava melhores salários

Greve dos transportes tem afetado a rotina dos franceses arrow-options
Reprodução/Twitter
Greve dos transportes tem afetado a rotina dos franceses


A greve de trabalhadores do setor ferroviário contra a reforma da previdência proposta pelo presidente Emmanuel Macron entrou nesta quinta-feira (2) em seu 29º dia e se tornou a paralisação mais longa do setor na história da França .

O recorde anterior na Sociedade Nacional das Ferrovias (SNCF), empresa responsável pelo transporte sobre trilhos no país, era da greve de 28 dias entre 1986 e 1987. Na ocasião, os ferroviário s protestavam por melhores salários e condições de trabalho.

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Atualmente, apenas metade dos trens de alta velocidade e regionais e 25% dos interurbanos estão em circulação na França . A situação pode ficar mais tensa a partir da semana que vem, com a volta das manifestações de rua.

Jogo duro

Em seu discurso de fim de ano, Macron confirmou a determinação de aprovar a reforma previdenciária, e uma nova negociação entre governo e sindicatos está marcada para 7 de janeiro.

Os grevistas exigem a retirada do projeto, que aumenta a idade mínima de aposentadoria de 62 para 64 anos e universaliza o sistema previdenciário, que hoje conta com 42 regimes diferentes. Alguns deles, especialmente de servidores públicos, permitem a aposentadoria antes dos 62 anos