Centenas de milhares de rohingyas tiveram que deixar Myanmar
Reprodução/Times of India
Centenas de milhares de rohingyas tiveram que deixar Myanmar

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou neste sábado (28) uma resolução condenando as violações dos direitos humanos praticadas por Myanmar contra a minoria muçulmana rohingya . O documento foi aprovado no Palácio de Vidro, sede da ONU em Nova York, com 134 votos favoráveis de 193 países contra 9 contrários e 28 abstenções.

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A resolução, que pede que Myanmar lute contra qualquer incitamento ou discurso de ódio contra os rohingyas e outras minorias, quer proteger os grupos e garantir justiça por todas as violações dos direitos humanos, que incluem prisões arbitrárias, tortura, estupro e mortes em detenção.

Em 2017, mais de 700 mil rohingyas tiveram de fugir por causa de uma ofensiva do Exército em retaliação a ataques de rebeldes. A conselheira de Estado e ministra das Relações Exteriores Aung San Suu Kyi, líder "de facto" de Myanmar, no entanto, não reconhece a existência de uma limpeza étnica em seu país, cuja maioria budista considera os muçulmanos como imigrantes. Por conta disso, ela passou a ser acusada por organizações de direitos humanos de fazer vista grossa para a matança de rohingyas.

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Recentemente, a Corte Internacional de Justiça da ONU, sediada em Haia, nos Países Baixo, iniciou o processo que julga o governo de Myanmar por genocídio. O texto aprovado ontem (27) expressou alarme pelo fluxo contínuo de rohingyas que fugiram nas últimas quatro décadas "após as atrocidades cometidas pelas forças de segurança e armadas de Myanmar". A ONU ainda descreveu como "os crimes mais graves sob o direito internacional".

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