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O ministro Lorenzo Fioramonti reclamou da falta de investimentos no ensino na Itália, principalmente no financiamento de universidades e pesquisa

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Wikimedia Commons
Lorenzo Fioramonti, ministro italiano que renunciou

O ministro da Educação da Itália , Lorenzo Fioramonti , renunciou ao cargo nesta quinta-feira (26), alegando que falta "coragem" no governo para destinar mais recursos financeiros para o ensino e para a pesquisa.

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Ao explicar sua decisão, Fioramonti disse que tinha aceitado o encargo com a missão de "colocar o ensino ao centro do debate político", mas que não tem conseguido superar o desafio. "A verdade é que seria necessário mais coragem da parte do governo para garantir aquela linha financeira da qual sempre falei, sobretudo em um âmbito assim crucial como o universitário e o de pesquisa. Parece que nunca há recursos quando se trata de escola e de pesquisa, mas se encontram milhões de euros em poucas horas para destinar para outras finalidades quando há vontade política", escreveu o ministro em sua página no Facebook.

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"Aos jovens que dão vida às escolas e à universidades italianas , peço para nunca se esquecerem da importância desses locais para a formação, sem se renderem à política do 'não se pode fazer isso'", ressaltou. Fioramonti entregou sua carta de demissão ao primeiro-ministro Giuseppe Conte e, de acordo com fontes locais, estaria pensando em uma desfiliação do Movimento 5 Estrelas (M5S) para fundar um grupo parlamentar autônomo, como embrião de uma nova legenda política.