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Após 22 dias de greve, França continue em protestos contra a reforma previdenciária de Macron. Apenas 2 das 16 linhas de metrô funcionam

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Reprodução/Twitter
Manifestações ocorrem há 22 dias na França

Após um dia de Natal marcado por protestos na França , as operações dos serviços de transporte público do país ainda estão limitadas nesta quinta-feira (26). A mobilização chegou ao seu 22º dia e é contra a reforma previdenciária proposta pelo governo do presidente Emmanuel Macron.

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Segundo o jornal "Le Figaro", o tráfego de trens de alta velocidade (TGV) melhorou em comparação com esta quarta-feira (25), quando apenas uma pequena fração dos trens estavam operando. A esperança é que no final de semana poderão rodar três dos cinco TGVs.

Quanto ao metrô parisiense, de um total de 16 linhas, apenas duas estão operando normalmente. Uma delas leva ao aerporto de Paris-Orly e os trens não precisam de motoristas para conduzi-los.

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Já em outras linhas, o serviço vem sendo operado severamente reduzido e limitado aos horários de pico da capital francesa. Assim como nos dias anteriores, as rodovias francesas deverão novamente registrar longos engarrafamentos.

Os manifestantes exigem que o governo retire sua reforma, que aumenta a idade mínima de aposentadoria de 62 para 64 anos e universializa o sistema previdenciário, que hoje conta com 42 regimes diferentes. Alguns deles, especialmente de servidores públicos, permitem a aposentadoria antes dos 62 anos de idade.

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A proposta de Macron também prevê um piso de mil euros mensais no benefício de quem se aposentar com a idade mínima, e o valor crescerá confirma aumenta o tempo de contribuição do trabalhador.