Martina Brostrom
Reprodução/Facebook
Martina Brostrom acredita que sua demissão tenha sido uma represália por sua denúncia

A conselheira de políticas do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids),  Martina Brostrom , foi demitida na última sexta-feira (13) aproximadamente um ano após acusar publicamente seu superior, o brasileiro Luiz Loures , de ter abusado sexualmente dela. "Isso é o que a ONU faz com as mulheres que denunciam seus agressores sexuais", afirmou à CNN .

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Martina havia acusado Loures, o diretor executivo adjunto da Unaids, braço da ONU, de tocá-la e tentar beijá-la à força em uma viagem de trabalho à Tailândia, em 2015. Ela contou que outros superiores dela tentaram convencê-la de não realizar a denúncia. Outras duas mulheres também alegam ter sido abusadas por Loures.

"Eu fui empurrada contra a parede. Ele então começou a enfiar a língua na minha boca, tentando me beijar. E ficou apalpando meu corpo, incluindo meus seios. Quando a porta do elevador se abriu, ele tentou me puxar para fora do elevador, me arrastar para o corredor de seu quarto", relatou a mulher.

Loures nega as denúncias de abuso sexual . Uma investigação da ONU o isentou de irregularidades. Após isso, Martina relatou o ocorrido à veículos de imprensa, o que fez com que o caso fosse reaberto. 

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A funcionária acredita que sua demissão tenha ocorrido em represália à sua denúncia. No entanto, a porta-voz da ONU, Sophie Barton-Knott, afirmou que "quaisquer alegações de retaliação são infundadas e enganosas".

Loures, o superior que foi denunciado, acredita que a acusação tenha sido uma retaliação, pois em 2016 (antes da denúncia) ele havia solicitado a abertura de uma investigação contra outro funcionário da ONU, que era próximo de Martina. 

 "A acusação infundada com base em um suposto incidente em Bangcoc em 2015 contra mim foi para desviar a atenção da má conduta e frustrar minha carreira na Unaids", afirma o superior de Martina.

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Em nota, a Unaids afirma que "dois funcionários foram demitidos da Unaids depois que uma investigação independente provou, acima de qualquer dúvida, que eles usaram indevidamente fundos e recursos corporativos da Unaids e se envolveram em outra má conduta, incluindo má conduta sexual". Contudo, não divulgam se Martina seria um dos funcionários da ONU demitidos.

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