Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Shealah Craighead/Official White House
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos


 Mesmo com os esforços da Casa Branca em minimizar o inquérito de impeachment contra o presidente Donald Trump , duas das cinco pessoas ligadas ao Departamento de Estado agendaram suas audiências.

Outro membro do governo que deve testemunhar no Congresso é Mike Pompeo, que confirmou nesta quarta (2), durante viagem a Roma, ter participado como ouvinte da ligação entre Trump e Zelenski.

Pompeo se limitou a dizer que já era "secretário de Estado há um ano e meio" e que estava familiarizado com a política americana na Ucrânia, mas não deu mais detalhes sobre o assunto. Em entrevista coletiva, o secretário de Estado defendeu que a conversa foi legítima e focada nas prioridades políticas dos Estados Unidos.

Isso reforça as evidências de que o secretário fez parte das iniciativas do presidente para obter vantagens políticas utilizando o Departamento de Estado americano, pressionando assim líderes estrangeiros.

 Por enquanto, Kurt Volker, ex-enviado especial americano à Ucrânia ,  e a diplomata Marie Yovanovitch testemunharão aos deputados a portas fechadas. Kurt testemunhará nesta quinta (03) e Marie na sexta (11).

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A ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia , foi alvo de duras críticas durante telefonema no qual Trump pressionou Volodimir Zelenski, presidente da Ucrânia, quando investigava Joe Biden, possível rival do republicano em 2020. A possível interferência externa no pleito presidencial americano detonou o processo de impeachment contra Donald Trump .

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Steven Linick, inspetor-geral do Departamento de Estado também vai depor para os deputados, já que era responsável por investigar abusos e erros de gestão da pasta. Linick ofereceu para compartilhar documentos que considera relevantes para a investigação .

Não se sabe ao certo que tipo de informações o inspetor-geral vai apresentar, mas deputados e outros servidores afirmam que a iniciativa é bastante atípica, principalmente considerando a intensa pressão a que o Departamento de Estado foi submetido desde o início do inquérito

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Alguns parlamentares democratas afirmaram na última quarta-feira (2) que pensam em intimar a Casa Branca caso o governo se recuse a entregar documentos relacionados aos contratos com o ucraniano . O deputado Elijah Cummings, presidente do Comitê de Supervisão e Reforma, informou que a Casa Branca ignorou pedidos de entrega voluntária do material.

O planejamento da intimação ocorreu horas depois de Donald Trump fazer críticas aos democratas , chamando-os de “pessoas desonestas”, que davam atenção a “merdas” com o objetivo de tentar reverter o resultado das eleições de 2016. Trump afirmou que os democratas eram culpados de corromper o último pleito presidencial, e que Biden “é corrupto”. O presidente aproveitou para fazer duras críticas ao democrata Adam B. Schiff, presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, o chamando de delinquente, falso e desonesto. 

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A chefe da comissão de Relações Exteriores da Câmara, Eliot Engel, já havia dito que se a participação de Mike Pompeo fosse confirmada, ele também seria convocado ao Congresso como testemunha. 

Nesta terça (01), o ex-secretário enviou uma carta à Câmara dos Representantes se opondo à convocação de cinco funcionários ligados à sua pasta para depor. O secretário acusou os congressistas democratas de bullying e intimidação. “Existem prerrogativas constitucionais importantes que o Poder Executivo deve ter para que possamos proteger informações e para que nossos parceiros confiem que o que eles fornecem ao Departamento de Estado será protegido”, disse Pompeo.

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