Casa Branca
Martin Falbisoner/Wikipedia Commons
Casa Branca

O governo dos Estados Unidos concluiu que Israel foi responsável por instalar aparelhos para a espionagem de celulares nas proximidades da Casa Branca e em outros pontos importantes da capital americana, disseram três ex-funcionários sênior do governo americano ao site Politico . Segundo a reportagem, os equipamentos tinham como objetivo, provavelmente, espionar o presidente Donald Trump e seus círculo mais próximos.

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Ao contrário de outras ocasiões nas quais espiões ou sinais de espionagem estrangeira foram encontradas em território americano, entretanto, a Casa Branca não repreendeu o governo de Israel , comandado por Benjamin Netanyahu, um de seus grandes aliados.

Os aparelhos, conhecidos como "StingRays", imitam torres regulares de telefonia móvel, enganando os celulares, que transmitem suas localizações e informações de identidade. Estes objetos também são capazes de capturar o conteúdo de ligações e seus dados.

Segundo o Politico, o Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos descobriu os aparelhos de espionagem em 2018, compartilhando a descoberta com as agências federais relacionadas ao assunto. Após uma análise forense que estudou o maquinário e a composição dos equipamentos, os investigadores concluíram que eles provavelmente haviam sido implantados por agentes israelenses.

É comum que países estrangeiros tentem espiar seus aliados tal qual o fazem com seus inimigos — e Washington é um alvo estratégico. Ainda assim, poucos são os países com a capacidade financeira ou tecnológica para instalar os StingRays, que chegam a custar mais de US$ 150 mil por unidade, outra razão para as suspeitas em cima do governo israelense. 

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"Estava bastante claro que os israelenses eram os responsáveis", disse uma das fontes ouvidas pelo politico.

O porta-voz da Embaixada israelense em Washington, Elad Strohmayer, negou que Israel esteja por trás dos aparelhos de espionagem, chamando as alegações de "sem sentido" e afirmando que "Israel não conduz operações de espionagem nos EUA , ponto final".

Ao jornal israelense Haaretz, o Gabinete de Benjamin Netanyahu também negou as afirmações, chamando-as de mentira escancarada: "Há um compromisso longínquo e direto do governo israelense de não se engajar com quaisquer operações de Inteligência nos Estados Unidos. Este direcionamento é aplicado estritamente, sem exceção".

Descaso com Inteligência

Uma das fontes ouvidas pelo site americano afirmou que o descaso do governo americano com a conclusão de que os aparelhos teriam sido implantados por Tel Aviv não é algo comum: "A reação foi muito diferente da que teria acontecido durante a última administração. Neste governo, há cálculos diferentes com relação a isto".

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Em maio de 2018, o politico divulgou que Trump utilizava um celular que não era suficientemente seguro para se comunicar com seus amigos e aliados. Cinco meses depois, o New York Times publicou que "espiões chineses estão frequentemente ouvindo" as ligações realizadas pelo presidente — algo refutado pelo líder americano como "tão incorreto que eu não tenho tempo para corrigir". 

Em outro episódio nesta semana, a CNN divulgou que um dos motivos para retirar um espião da CIA no Kremlin seria, em parte, uma preocupação de que a falta de cuidado do governo com informações sigilosas pudesse colocar em risco sua identidade.

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