Agência Brasil

Cristina Kirchner
Reprodução/LaNacion
Cristina Kirchner é candidata à vice-presidência da Argentina; eleições acontecerão em outubro

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner irá novamente a julgamento, agora na causa conhecida como Cadernos das Propinas (cuadernos de las coimas, em castelhano). O juiz Claudio Bonadio deu por encerradas as investigações, e a causa será levada ao tribunal.

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No processo em que Cristina Kirchner é acusada de chefiar uma associação ilícita que se dedicou à arrecadação de propinas, a investigação envolveu 172 pessoas processadas e 31 colaboradores.

O nome da causa faz referência aos cadernos de Oscar Centeno, motorista de Roberto Baratta, braço direito do ex-ministro Julio De Vido, que durante anos manteve um registro detalhado da rota das malas com dinheiro que as empresas de construção pagaram aos governos kirchneristas.

Centeno também será julgado como membro da organização criminosa . O motorista está em liberdade por ser o primeiro acusado a colaborar com o processo e faz parte do programa de réus protegidos.

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O ex-ministro Julio De Vido e seu braço direito, Roberto Baratta, estão em prisão preventiva, acusados de associação ilícita.

A divulgação pública dos cadernos, em agosto de 2018, abriu um dos maiores processos de corrupção da história argentina. Implicados no processo estão, além de Cristina, diversos ex-funcionários do Ministério do Planejamento e uma centena de empresários. O caso dos Cadernos das Propinas" é considerado a célula-mãe, já que dele derivaram seis inquéritos.

Nesta semana, após o juiz Bonadio enviar o processo para juízo, será sorteado o tribunal oral que julgará a ex-presidente. Apenas após essa definição é que será determinada a data de início do julgamento.

Com a Argentina em plena campanha eleitoral, e levando-se em conta a saturação do sistema judicial do país, a probabilidade é que a definição de qual tribunal a julgará, e quando começará o juízo, não seja imediata.

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Cristina Kirchner , que atualmente é senadora, concorre como vice-presidente na chapa liderada por Alberto Fernández. A chapa recebeu 47% dos votos nas eleições primárias realizadas há um mês e que funcionam como uma grande pesquisa nacional. Com esse percentual, a chapa venceria a eleição em primeiro turno, já que são necessários 45% dos votos para a vitória na primeira rodada.

As eleições gerais estão marcadas para o dia 27 de outubro.

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